Por mais gente na mesa. Inclusive o MP

05/11/21 - 14:21

Os R$ 37,7 bilhões do acordo com a Vale, da indenização do crime cometido por ela, em Brumadinho, foram divididos entre os municípios. Foto: Agência Brasil/Arquivo
Os R$ 37,7 bilhões do acordo com a Vale, da indenização do crime cometido por ela, em Brumadinho, foram divididos entre os municípios. Foto: Agência Brasil/Arquivo

O governo do Estado e a Assembleia Legislativa travaram uma demorada queda de braço para definir o destino dos 37,7 bilhões do acordo com a Vale, da indenização do crime cometido por ela, em Brumadinho. O executivo estadual queria decidir sozinho o que fazer com o dinheiro, mas se rendeu à Constituição estadual. Junto com os deputados, depois de incontáveis reuniões, chegaram a um consenso, que ficou razoável para os 853 municípios mineiros. Em Sete Lagoas um grupo de vereadores e vereadoras quer que a Prefeitura adote postura semelhante ao que foi feito no estado e amplie a discussão quanto ao destino dos R$ 15 milhões que estão entrando nos cofres públicos do município.

Por mais que seja prerrogativa do poder executivo, a palavra final sobre o que fazer com estes recursos, é importante que haja diálogo sobre isso. Assunto muito sério, pois se trata de um bom dinheiro e são inúmeras as demandas da cidade, no Centro, nos bairros da região urbana e principalmente nos mais distantes. Além da Câmara Municipal, o Ministério Público também deveria ser chamado, junto com a sociedade organizada. Por meio de audiências, seriam definidas as urgências da Saúde, Segurança, Infraestrutura, Educação, Cultura, Esporte, enfim...

Certamente, onde o MP se faz presente a chance de erros é infinitamente menor. Por exemplo: possivelmente a obra da Av. Castelo Branco não teria sido abandonada pela empreiteira que a iniciou. E toda a cidade estaria sabendo quem pagaria pelos possíveis prejuízos aos cofres municipais.

Infelizmente as entidades de classe, clubes de serviço, ONGs e outras entidades só são procuradas pelos políticos em tempos de campanha ou pré-campanha eleitoral, na corrida pelo voto; salvas raras e honrosas exceções. Especialmente os empresários, que garantem empregos, geram riqueza e pagam impostos nunca são ouvidos para tratar do presente e futuro da cidade. Sobre o que acham certo, errado, como podem contribuir para melhorar e quais caminhos gostariam de sugerir para o desenvolvimento econômico e social de Sete Lagoas e região.