Dinheiro Fácil - A Série: o submundo sueco

07/06/21 - 16:58

Foto: Netflix.com
Foto: Netflix.com

Wellberty Hollyvier D’Beckher*

A trama acompanha Leya (Evin Ahmad), uma mãe solteira que tenta a sorte no mercado de startup em Estocolmo. Em um ambiente extremamente agitado e competitivo dominado por homens frios e ambiciosos, onde a busca por dinheiro e gloria é extremamente violenta, Leya tenta de tudo para se dar bem. Mas são outros tempos, o crime organizado e os grandes empresários estão mais do que nunca cruéis, caóticos e implacáveis. E quando esses dois mundos entram em conflito na disputa por dinheiro fácil, parceiros de negócios, lealdade e família são postos em xeque.

A série conta com três bons arcos principais.  O primeiro é o de Leya, que trabalha como garçonete e montou uma startup de tecnologia tentando a todo custo se dar bem. Mas o dinheiro para ela está difícil, então, em uma atitude ousada e questionável, ela pede dinheiro ao cunhado traficante Rayv (Dada Fungula Bozela).

Temos também Salin (Alexander Abdallah) que é um típico assassino de aluguel da gang de Rayv, mas seu jeito educado e expressões tranquilas mascaram o tamanho do problema que Leya terá ao se envolver com ele.

Temos também Tim (Ali Alarik), um jovem de apenas 15 anos que aos poucos vai se complicando no mundo do crime, na esperança de ganhar um dinheiro fácil e sem esforço. Seu pai tenta de todo jeito mostrar o caminho certo para o garoto, mas ele não escuta, maravilhado com o mundo do crime e suas recompensas.

Leya conhece Salin que aos poucos a vai conquistando com seu jeito calmo e palavras doces,  tanto que ela deixa que ele se aproxime de seu filho em uma relação bem íntima. O garoto fica logo fascinado por Salim, mas Leya desconhece que ele é um assassino e que trabalha para Rayv.

A série cativa o expectador logo de cara, com personagens bem construídos, uma trama dinâmica e uma história cada vez mais imprevisível. Não há cordeiros aqui, todos são lobos, e vão fazer de tudo para conquistar seus objetivos. A luta de gangs é mostrada de forma crua e violenta. Quando se chocam, muito sangue rola e muita violência gráfica é mostrada em tela, mas nada com exageros. Quando Leya tem a oportunidade, trai Rayv na esperança de se dar bem com isso, mas só consegue mais problemas.

Tim é usado como “aviãozinho” da gang por ser menor de idade, branco e passar despercebido pelas autoridades. Ele é usado neste serviço muitas vezes e vai se dando bem com isso e, se afastando dos amigos e do pai, vai criando uma certa reputação dentro da gang. Até que perde uma grande mala com muita droga dentro, quando as coisas se complicam para ele.

O mundo dos três em determinado momento se cruzam, e não de uma forma amigável. Um dos três cometeu um ato contra Rayv e ele quer saber quem é para dar a devida punição (no caso, executar a sangue frio). A gente sabe o culpado, mas a resolução é triste. A série conta com um excelente e inesperado final em que você, expectador, verá que os seis episódios valeram muito o tempo investido.

A série pode ser vista na Netflix. Nota 9\10
 

imagemWellberty Hollyvier D’Beckher é formado em artes cênicas pela UFMG, pela faculdade do Rio de Janeiro em crítica e análise de filmes, além de cinéfilo desde os dez anos de idade.


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