Flagelos destruidores

24/10/21 - 07:44

Aloísio Vander

Na questão 737 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec indagou os Imortais sobre os flagelos naturais que de tempos em tempos assolam o planeta: “Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?” A resposta é detalhada, mas vamos resumi-la ao essencial: “Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos (...)? (...) Essas subversões (...) são (...) necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”

A primeira função dos “flagelos” é acelerar o processo evolutivo da humanidade: “fazê-la progredir mais depressa”.

A segunda é promover o resgate coletivo de débitos, indicado na expressão: “regeneração moral dos Espíritos”.

A ciência nos diz que o nosso planeta já foi, pelo menos cinco vezes, levado à beira da extinção por “flagelos” universais. Em todos eles o homem ainda não existia, o que os caracteriza como tendo apenas função evolucional. Os “flagelos” ocorridos após o surgimento do homo sapiens foram de proporções regionais, e sempre com dupla função (evolução/expiação). Exemplo: o dilúvio narrado na Bíblia e que também está registrado em inúmeros livros religiosos de civilizações antigas.

As profecias, desde os Evangelhos até as mensagens recebidas com o advento do Espiritismo, advertem-nos sobre futuros “flagelos”.

Encaremos esses eventos do ponto de vista apresentado pelos guias de Kardec: “essas subversões são necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas”.

Isso me faz recordar as palavras finais do Apocalipse (21:1-4): “E vi um novo céu e uma nova terra. (...) E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.”