Aula da vida real

06/02/22 - 13:00

Padre Evandro Bastos

Algumas escolas já retornaram às atividades na semana que estamos encerrando, outras já estão preparadas para recomeçar nos próximos dias. Muita ansiedade, receios e preocupações diante dos quadros de contaminação e surgimento de variantes. Além disso, sequelas do medo, do luto, das decorrências da covid, e principalmente, a insegurança nesses tempos desgovernados.

Apesar das bonitas propagandas, paira no meio escolar, sobretudo no ensino fundamental e médio, as inquietações com a BNCC – Bases Nacionais Comuns Curriculares. Uma conquista, em muitos pontos e uma tristeza em tantos outros. No país continental a pluralidade é evidente e tem espaço para adaptações do saber em diálogo com a cultura. Entretanto, dizer que as condições são as mesmas das crianças do meio rural e das periferias, para os educandos das cidades e grandes centros, só reforça a exclusão. Pior é pensar em garantir a liberdade de escolha no “Novo Ensino Médio” sem oferecer reais condições estruturais para uma educação de qualidade e transformadora. Aqui sim a exclusão será evidente: como nossos estudantes da periferia da cidade podem tentar uma vaga na universidade competindo com os que estudaram nas melhores escolas, com tecnologia de ponta, espaços interativos e opções de pesquisas e trabalho de campo?

Neste 2022 a Igreja propõe uma Campanha da Fraternidade sobre a Educação. Trazendo o lema “FALA COM SABEDORIA, ENSINA COM AMOR”, Provérbios 31,26, a provocação vem, com a delicadeza da educação, por em pauta um debate pouco visto e assumido nesses dias. Alguém sabe onde estão estudando as crianças e jovens da Cidade e Deus que estão sem escola porque não foi realizada a reforma do prédio enquanto estávamos em aulas on-line? E os estudantes do Padre Teodoro, estão no mesmo lugar?

Vamos descobrir que improvisos na educação geram graves consequências: fragmentam a comunidade escolar, desgaste de estudantes e equipes de educadores, colocam em risco a vida de crianças e jovens, reforça a consciência de que isso não é prioridade.

É hora de conhecer, pensar, rever e propor. Quem sabe assumir o desejo real de um mundo que não seja momentâneo, mas que está de olho, de verdade, no futuro, que passa pela educação de nossas crianças e jovens.

Algumas escolas já retornaram às atividades na semana que estamos encerrando, outras já estão preparadas para recomeçar nos próximos dias. Muita ansiedade, receios e preocupações diante dos quadros de contaminação e surgimento de variantes. Além disso, sequelas do medo, do luto, das decorrências da covid, e principalmente, a insegurança nesses tempos desgovernados.

Apesar das bonitas propagandas, paira no meio escolar, sobretudo no ensino fundamental e médio, as inquietações com a BNCC – Bases Nacionais Comuns Curriculares. Uma conquista, em muitos pontos e uma tristeza em tantos outros. No país continental a pluralidade é evidente e tem espaço para adaptações do saber em diálogo com a cultura. Entretanto, dizer que as condições são as mesmas das crianças do meio rural e das periferias, para os educandos das cidades e grandes centros, só reforça a exclusão. Pior é pensar em garantir a liberdade de escolha no “Novo Ensino Médio” sem oferecer reais condições estruturais para uma educação de qualidade e transformadora. Aqui sim a exclusão será evidente: como nossos estudantes da periferia da cidade podem tentar uma vaga na universidade competindo com os que estudaram nas melhores escolas, com tecnologia de ponta, espaços interativos e opções de pesquisas e trabalho de campo?

Neste 2022 a Igreja propõe uma Campanha da Fraternidade sobre a Educação. Trazendo o lema “FALA COM SABEDORIA, ENSINA COM AMOR”, Provérbios 31,26, a provocação vem, com a delicadeza da educação, por em pauta um debate pouco visto e assumido nesses dias. Alguém sabe onde estão estudando as crianças e jovens da Cidade e Deus que estão sem escola porque não foi realizada a reforma do prédio enquanto estávamos em aulas on-line? E os estudantes do Padre Teodoro, estão no mesmo lugar?

Vamos descobrir que improvisos na educação geram graves consequências: fragmentam a comunidade escolar, desgaste de estudantes e equipes de educadores, colocam em risco a vida de crianças e jovens, reforça a consciência de que isso não é prioridade.
É hora de conhecer, pensar, rever e propor. Quem sabe assumir o desejo real de um mundo que não seja momentâneo, mas que está de olho, de verdade, no futuro, que passa pela educação de nossas crianças e jovens.