Vida que segue

28/05/22 - 09:00

“Davi buscou a Deus em favor de seu filho, observou rigoroso jejum e, recolhendo-se, passou a noite toda prostrado no chão. No sétimo dia, contudo, o menino morreu. (…) Mas Davi notou que seus oficiais cochichavam entre si e compreendeu que seu filho estava morto. Indagou-lhes Davi: “O menino morreu?”, diante do que eles afirmaram: “Sim, senhor.” Então imediatamente Davi se levantou do chão, lavou-se, pôs perfume e mudou as vestes. Depois entrou no santuário do Senhor e se prostrou. Retornou para casa, mandou que lhe servissem a refeição e comeu. Seus anciãos e conselheiros lhe perguntaram: “Por qual motivo ages desta maneira? Enquanto a criança estava viva, jejuaste e pranteaste; mas, agora que o menino está morto, te ergueste com vitalidade e vieste comer!” Então ele respondeu: “Enquanto meu filho vivia, jejuei e muito lamentei, porquanto afirmava: ‘Quem sabe o Senhor venha a se compadecer de mim e permitirá que a criança viva’. Mas agora que o menino está morto, por que jejuarei? Poderei fazê-lo voltar à vida? Jamais! Eu, sim, é que irei para onde ele está, mas ele não voltará para mim!” (2 Samuel, 12:16 a 23)

Mortes, falências, desemprego, perdas financeiras, divórcios, solidão, abandono, crises existências e outras mazelas. Assim como Davi, o maior rei de todos os tempos, nenhum de nós está livre dos desgostos da vida.

Importante dizer que pode não ser fácil. Cada pessoa tem a sua forma e tempo de receber, sentir, entender e recuperar do baque, seja ele físico, emocional ou financeiro.

Porém, as alternativas em todos os casos são as mesmas: seguir em frente ou parar. O fracasso pode te afundar ou ser usado como trampolim da oportunidade do recomeço melhor e mais inteligente.

Para continuar, o primeiro a se fazer é adaptar às mudanças, ao invés de resistir à elas. Mesmo discordando, as coisas não serão como antes. Então, não perca tempo arrastando o peso da dor do que for irreversível e foque naquilo que pode controlar.

Ao tirar a magoa, a raiva e a frustração da questão, ela fica melhor compreendida. Não é um conselho, é uma didática lógica e racional.

Se você quer algo novo, precisa parar de fazer algo velho, o que inclui largar o negativismo, insistir nos pensamentos positivos e na mudança das posturas e ações que te levaram para onde está ou que te seguram por lá.

Existem boas razões pelas quais você sai da sua cama e que te fazem querer viver bem.  Priorize-as sobre as outras, pois o resto é perda de tempo e de vida. PROCURE ser mais feliz, porque quem procura, ACHA. A felicidade está relacionada com o que você sente e certamente a infelicidade vai crescer com as suas lamentações.

Machado de Assis disse que “há pessoas que choram por saber que as rosas tem espinho e outras que sorriem por saber que os espinhos tem rosas.”

Em uma mesma existência, podemos morrer e reviver inúmeras vezes e sentir a dor pode ser imprescindível, bem como a tristeza, a reclusão, as lagrimas e as lembranças doloridas que vem junto.

Porém, esse “luto” não pode ser permanente, devendo durar o necessário para que a mesma dor seja expurgada de dentro para fora, e não ao contrário.

Respeite o seu luto, mas apenas o suficiente para que no lugar se reestabeleça a confiança, a maturidade e aquilo de novo e positivo que a vivência trouxe. Depois, o enterre, e sozinho.

Veja Mais