Quando devo procurar um Angiologista?

27/11/20 - 08:29

Normalmente, uma ida ao angiologista não faz parte do check-up, mas há sinais que deveriam chamar nossa atenção para a existência de problemas circulatórios. 

O que precisa ficar claro em primeiro lugar, quando falamos do sistema circulatório, é que dispomos de um sistema arterial, responsável por levar o sangue até seu destino final, seja um órgão ou um membro, e o sistema venoso, responsável por drenar o sangue da periferia do corpo de volta ao coração, para que seja reoxigenado nos pulmões e possa retornar à circulação arterial, fechando assim um ciclo. São dois sistemas com características próprias e, portanto, sujeitos a doenças particulares e com tratamentos distintos. 

Quando falamos de doença arterial, estamos tratando de algo bem mais grave, com importante relação com a hipertensão arterial e o diabetes. Essas são doenças prevalentes com o envelhecimento e, quando combinadas com hábitos como tabagismo e sedentarismo e as doenças do colesterol, podem acelerar a aterosclerose, levando a uma diminuição progressiva do calibre dos vasos sanguíneos, principalmente dos membros inferiores. Se o fluxo de sangue diminui, o paciente sente dor intensa nas pernas, especialmente nas panturrilhas, causada pelo simples fato de caminhar.


Quando se interrompe a caminhada, a melhora das dores se dá em minutos. Chamamos isso de claudicação intermitente, sinal clássico de que a oferta de sangue e oxigênio está insuficiente. 

A doença venosa já é mais frequente, atingindo cerca de 70% da população acima dos 50 anos. A forma mais comum são os microvasos, com um componente mais estético, atingindo com frequência a face lateral da coxa e interna dos joelhos. Pode variar até o comprometimento da veia safena, demandando diferentes formas de tratamento.

Os sintomas incluem sensação de peso e cansaço, inchaço nos tornozelos, principalmente ao final do dia e após longos períodos de pé. Pode ocorrer mudança na coloração da pele, com uma pigmentação em formato de bota.

Quem tem mais chances de desenvolver varizes e qual é o risco de não tratá-las?

A doença venosa tem um forte caráter hereditário, sendo comum entre membros da mesma família. É mais prevalente entre as mulheres, tendo grande relação com a questão hormonal.

Sabemos que a gestação pode ser um importante fator de piora do quadro. O ganho de peso e o sedentarismo também favorecem a construção desse cenário desfavorável. O sistema venoso é muito dependente da atividade muscular para seu adequado funcionamento, portanto a atividade física balanceada entre musculação e atividade aeróbica é um excelente agente protetor. Assim como na doença arterial, há diferentes graus da doença venosa. Ela vai desde a presença de microvasos na pele até varizes calibrosas e com relevo, que podem culminar em estágios mais avançados, com alterações crônicas da pele e feridas de difícil cicatrização. 

Não deixe de visitar o seu médico de confiança uma vez ao ano para cuidar de sua saúde vascular.

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Dr Jahir Richard
Mestre em Cirurgia Vascular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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