Dez Minutos com Marcos Malaquias, um dos maiores vendedores do Brasil

16/08/21 - 08:59

Juninho e Marcos Malaquias, um dos maiores vendedores do Brasil
Juninho e Marcos Malaquias, um dos maiores vendedores do Brasil

Juninho Sinonô

No seu currículo, dentre as principais transações comerciais estão o título de “rei do feijão preto” e a intermediação da ida do Neymar para o Barcelona. Após uma trajetória de sucesso,  no auge da plenitude, viu sua vida dar uma reviravolta quando foi diagnosticado com polimiosite, doença rara, de difícil superação. Não para ele, que se restabeleceu e agora tem como meta se tornar um dos maiores palestrantes motivacionais do país.


Malaquias, a sua maior negociação foi com a morte? A minha maior negociação foi. Primeiro é um prazer estar aqui nesses dez minutos que eu tenho para jogar a minha vida. Muito obrigado Juninho, estou muito feliz em estar aqui. A minha maior negociação foi realmente com a vida, ou com a morte, né?! E a vida ganhou!

Você é considerado um dos maiores vendedores do país. Saiu do feijão, passou pelo futebol e hoje está compartilhando seus conhecimentos. Resumindo um pouquinho, eu comecei como office boy, com muito orgulho. Depois fui trabalhar numa corretora de cereais e com o tempo, ali eu tive o primeiro contato com a venda. Me apaixonei quando ouvi a primeira vez: “tá fechado, passa o contrato!” Aquilo entrou dentro de mim, eu tinha dezessete anos de idade. Falei: “eu quero ser isso aí. Eu quero ser vendedor! ” E naquilo eu me apaixonei. Nos vendedores sabemos o que é isso. Me apaixonei e me tornei referência. Depois montei a minha corretora. É uma história que eu conto na minha palestra, que eu já sou palestrante de vendas, onde eu conto essa história do feijão. Eu me tornei o maior vendedor de feijão preto do país, com muito orgulho. 

Depois você foi para o futebol, onde também fez grades vendas. Sim. O futebol nasceu de uma oportunidade. Eu sou brasileiro, assim como você. A gente é apaixonado por futebol. Eu comecei a ganhar dinheiro no feijão e investir em grama sintética. Eu vi uma oportunidade em Curitiba, que chove muito e os jogadores começaram a frequentar lá. Eu comecei a viver um pouco esse mundo, e falei: “eu vou ser isso aí.” Como vendedor, sempre atento às oportunidades, comecei a ajudar alguns jogadores na época e quando eu vi, estava fazendo assessoria para vários jogadores. E daí dali, para me tornar um agente, foi um pulo.

Mas como é sair da grama sintética para o Barcelona?  Cara, é legal. Eu acho que eu sou um dos únicos agentes do mundo a fazer três vendas para o Barcelona. Eu comecei com o zagueiro Henrique, lá do Curitiba. Para entender um pouco do futebol, antes de chegar no Barcelona, eu tive que fazer vendas ali no Paraná, na cidade onde eu  morava. Você é mineiro né?! Ali, eu tinha um jogador que foi a maior briga nossa. Eu conto isso na palestra. Um jogador por nome Dagoberto. Foi meu primeiro jogador. Na época, o Dagoberto e o Diego Tardelli. Eu queria um desses dois jogadores. Um até hoje é meu amigo e o outro me tornou jogador. Os dois são meus amigos, mas eu peguei o Dagoberto na época. Tirei o Dagoberto do Atlético e mandei para o São Paulo. Assim começou a minha vida de empresário. Primeiro ele foi do Atlético Paranaense para o São Paulo, do São Paulo para o Inter e depois para o Cruzeiro. Mas isso tem muita história para contar, porque o futebol é apaixonante. Mas eu sempre quis fazer a venda de ponta a ponta. Aí eu coloquei como uma meta. Eu falo muito sobre metas. Primeiro queria me tornar um agente e me tornei. Já estava bem, vendendo jogadores, só que eu queria pegar um jogador da ponta “a” e levar até a ponta final. Aí eu conto a história do menino que era a venda impossível, que foi o segundo menino que eu vendi para o Barcelona. Eu o peguei lá no Mato Grosso do Sul, em uma cidade chamada Botoquena e fiz todos os estágios até ele chegar no Barcelona. E o terceiro jogador, procura na internet ai que você descobre (risos).

TUDO EM DEZ MINUTOS E NEM UM SEGUNDO A MAIS!

 

Veja Mais