Crie asas, saia da caverna e nasça para uma vida nova

03/01/22 - 10:48

Juninho Sinonô

Antes de se transformar em borboleta, a lagarta rasteja por um longo período, até conseguir, após muito se espremer no casulo e sob forte pressão, dar continuidade ao imprescindível processo que lhe dará asas e leveza para flutuar em um campo imensurável de possibilidades.

Na “Caverna de Platão”, não havia mais nada além de trevas e escuridão, onde todos estavam acorrentados de frente para a parede, da qual a visão se limitava às sombras do que acontecia fora do buraco.

Para eles, aquela era a percepção da realidade, limitada aos parâmetros dos poucos metros alcançados.

A questão é que, além das correntes, o comodismo, por já terem se acostumado com a escuridão, e o medo em sair na busca do desconhecido, mantinham a permanência naquele lugar. 

Não havia cadeados, vigília ou outra forma de contenção. Contudo, faltava também razão ou algo que justificasse a busca do diferente. 

Até que um dos “prisioneiros” se solta, sai da caverna e descobre o maravilhoso mundo novo, repleto de cores e vida, jamais antes imaginado dada a sua “realidade” anterior.

Porém, na história de Platão, o fugitivo resolve voltar para compartilhar a sua descoberta e ao invés de ser festejado, é abatido, com a justificativa de que estaria em devaneio e poderia contaminar os outros com a sua loucura.

Certa vez Jesus disse aos seus seguidores, “pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, encontrará a verdadeira vida.” (Mateus 16:24).

Se existe alguma relação entre a metamorfose da largada, a história de Platão e as palavras de Cristo?! Completamente!

As três distintas circunstâncias tratam de transformação. Seja no campo da natureza, da filosofia ou da religião, não existe maneira de alcançar uma nova vida, sem antes sair da velha.

Provavelmente, para que isso aconteça, assim como a lagarta, se a escolha for pela liberdade, seja ela financeira, profissional, sentimental, familiar ou outra qualquer, teremos que rastejar por um longo caminho, no qual seremos forjados sob forte pressão, até que de fato conquistemos nossas asas.

Por vezes, enxergar a verdade, nos obriga a largar as correntes e sair rumo ao desconhecido.    No início, a luz pode incomodar, ofuscar, fazer doer as vistas, ao ponto de pensar em voltar para o estado anterior, mas quando se acostuma, é indescritível o que se vê.

Mesmo que para isso, aqueles que não tem a mesma coragem e pró atividade em romper as barreiras da prisão, que de certo serão a maioria, atribuía como loucura o motivo do frescor da sua liberdade.

Como dito por Cristo, não há como nascer para uma nova vida, sem antes morrer para a velha, assim como a lagarta ou mesmo o prisioneiro fugitivo.

Fechamos aqui mais um ciclo, repleto de dificuldades e pressões para tantos, que pareceram intermináveis ao ponto de fazer doer.

Mas terminaram. Crescer dói e não haveria outra forma das “asas brotarem”.

Para outros, foi o ano da claridade. Do vislumbre de novas situações e circunstâncias, diferentes do ano anterior.    

Adaptações e aceitações foram suficientes para perceber que o incomodo do novo era passageiro e que ele poderia ser bem melhor que o antes.

Em todos as hipóteses, se houve melhoria, certamente aconteceu mudanças e transformações, e em todo ou parte alguém “morreu” para ceder lugar a vida nova.

É o que desejo a mim, a você e a todos que puder alcançar: um novo ciclo de transformações, asas, clarividências, e óbvio, uma nova vida.

TUDO EM DEZ MINUTOS E NEM UM SEGUNDO A MAIS!

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