10 minutos sobre o mês internacional da amamentação, com a psicóloga Débora Tussi e a enfermeira Dahiane Rassier

12/09/21 - 09:07

Juninho com a psicóloga Débora Tussi e a enfermeira Dahiane Rassier
Juninho com a psicóloga Débora Tussi e a enfermeira Dahiane Rassier

Juninho Sinonô

Nos fale sobre o mês internacional da amamentação. Foi o “Agosto Dourado”. O mês de agosto é considerado o mês do aleitamento materno, tendo em vista que do dia primeiro ao sétimo de agosto tivemos a Semana Mundial do Aleitamento Materno. No mundo todo tivemos várias ações acontecendo ao mesmo tempo para promover e incentivar o aleitamento materno. (Dahiane)

O que dizer sobre a relação da questão emocional com a amamentação? Primeiro que talvez o que possa prevenir uma amamentação saudável seja a informação e o apoio. Por isso que proteger a amamentação é um serviço e um processo que todos nós somos responsáveis. Por trazer a informação e apoiar a decisão da mãe em amamentar ou em não amamentar, se for o caso. Mas ela precisa ter informação para escolher isso. (Débora)

Qual a importância da saúde física do bebê e também da mãe para a boa amamentação? Sim, é importante que a mãe esteja, além de bem informada sobre as questões que envolvem o aleitamento materno, estar recebendo o apoio para as questões físicas, com relação a parte prática da amamentação. Com uma pega correta, tendo o bom posicionamento do bebê. O bebê deve estar também saudável, ativo, tem que ter condições de sugar, que esteja liberado para ser amamentado. E aí essa mãe vai conseguir a partir desse momento, através da ajuda e do apoio, seguir com o processo de amamentação. (Dahiane)

Nos fale sobre o “Mamaço”. O Mamaço é um movimento muito importante, que aqui em Sete Lagoas nós estamos realizando há três anos. O primeiro foi presencial e os outros dois infelizmente forma on-line. Mas existe uma equipe que organiza isso, que é na primeira semana de agosto. É o momento em que as mulheres, mães que estão amamentando, mas não é só exclusivo para as mães. Elas se reúnem para amamentar em lugares públicos, porque infelizmente, a amamentação ainda é ligada a um cunho sexual. Então por muitas vezes, essas mães querem amamentar os seus filhos, e a amamentação vem em horas que a gente não consegue padronizar e as vezes a mãe que está amamentando recebe um olhar com julgamento. Por isso, as mães se reúnem para amamentar, para se apoiarem mutualmente e também para mostrar para a sociedade que a amamentação diz de saúde, diz de vínculo, diz de um processo que não tem nada a ver com esse cunho sexual que é proposto. (Débora)

Falem sobre a questão do banco de leite. Nós temos aqui em Sete Lagoas, o posto de coleta de leite humano. O posto de coleta funciona no Hospital Nossa Senhora das Graças e lá, além de receber doação de leite humano, serve também como ponto de apoio para as mulheres que estão em dificuldades para amamentação buscarem ajuda. O posto de coleta funciona dentro do hospital e as mulheres que desejam doar esse leite, devem procurar a unidade para estarem orientadas sobre como fazerem essa coleta de forma correta e receberem as instruções e frascos certos para essa coleta de leite. (Dahiane)

Quais são os cuidados preventivos da mulher antes da amamentação? Além da informação, eu acho que é também estender um pouco esse processo, não só a mãe e ao bebê. Aceitar que toda uma rede consiga se aproximar e assim apoia-la nesse processo. Porque é claro que amamentar fala de uma questão física, mas não é só físico. É preciso sim cuidar de todos os aspectos e o amparo é a palavra-chave. Nós precisamos de amparo. Para conseguir seguir nesse processo de cuidar e amparar o outro, nós precisamos ser amparados, e a gente não é amparado sozinho, nós precisamos de alguém. Então, é preciso que a maternidade seja coletiva nesse sentido, não para dizer que todos são mães, mas para que todo mundo venha e participe. Tem espaço para todo mundo. (Débora)


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