CRÍTICA - Trilogia Rua do Medo

Uma grande homenagem aos filmes de terror das décadas de 70,80 e 90.

25/07/21 - 08:24

Você encontra esta trilogia na Netflix
Você encontra esta trilogia na Netflix

Wellberty Hollyvier D’Beckher

Estra trilogia de filmes lançada há pouco pela Netflix é muito boa, uma grande homenagem aos filmes clássicos de Slasher, como Pânico, Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo, chegando também a outros filmes, como O Homem de Palha, Helraser e os recentes A Bruxa, Hereditário e Midsomar. Toda trilogia venera o passado, mas respeita o tempo em que estamos e, como são filmes de época, o primeiro em 1994, o segundo em 1978 e o terceiro em 1666, o passado parece mais atual do que nunca.

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Assim como outras trilogias, os filmes são dependentes um do outro respeitando a ordem. Imagina começar a trilogia O Senhor dos Anéis por As Duas Torres, ou começar a trilogia clássica de Star Wars por O Retorno de Jedi? Não vai funcionar e você não irá entender nada, assim é com a Rua Do Medo. Passados em épocas completamente distintas, eles estão interligados e são na verdade um filme só, dividido em três partes, assim como De Volta Para o Futuro.

O primeiro filme foi lançado em 2 de julho, o segundo dia 9 e o terceiro 16 de julho, dirigidos pela pouco conhecida, mas muito competente, Leigh Janiak, adaptados da série de livros Homônima do escritor R.L. Stine. Pouco publicado aqui no Brasil, mas dono de obra extensa, o trilogia acompanha um grupo de jovens da pequena cidade de Shadyside, que são aterrorizados por um mal que assola o local há séculos e responsável por diversos massacres ao longo dos anos, tanto que Shadsyde é conhecida como a capital nacional dos homicídios brutais. Mas por que as pessoas não se mudam de lá?, devem se perguntar os leitores, mas existe uma explicação.

O primeiro filme se passa em 1994 e acompanha um grupo de jovens que sem querer despertam o espirito de uma bruxa milenar que assombra a cidade. A ação não demora a acontecer e logo vários assassinos acontecem de diversas formas, com machadada, facada, navalhada, porretada, muito gore, e os sobreviventes tentam achar um jeito de parar a bruxa e seus assassinos.

O segundo filme se passa em 1978 e conta a história de uma chacina narrada no primeiro filme, mas nem por isso perde o frescor. Novamente temos vários assassinatos, inclusive de muitas crianças, mas nada apelativo, apenas mostram as crianças em perigo e depois alguém fala que foram assassinadas, seus corpos mutilados não aparecem em cena.

O terceiro filme se passa em 1666 e mostra o surgimento da bruxa e das lendas que a cercam e, meus amigos, se preparem para um dos melhores plot twist dos últimos anos: é fenomenal a história que a diretora conta neste filme, e não, não é o melhor dos três que são parelhos, o terceiro apenas fecha e muito bem a história.

Os filmes têm algumas cenas desnecessárias, são um pouco longos, mas não cansa, tudo é feito para que o expectador fique preso. A trilha sonora é ótima, com direito a Killing Me Softly e outros tantos clássicos, a montagem é coesa, a iluminação, que muda a cada filme, traz muita da tensão da trilogia e o elenco é muito competente. Enfim, assistam sem medo, se você for fã de um bom terror, não vai se decepcionar, eu garanto.

A trilogia pode ser vista na Netflix. Nota 8\10 para os três.

 

imagemWellberty Hollyvier D’Beckher é formado em artes cênicas pela UFMG, pela faculdade do Rio de Janeiro em crítica e análise de filmes, além de cinéfilo desde os dez anos de idade.

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