A Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM)

09/04/21 - 08:32

DR. GELBERT LUIZ CHAMON
 

DAEM - O que é
A DAEM (Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino) ocorre geralmente em uma fase mais tardia da vida, com a queda dos níveis do hormônio masculino, a testosterona. Apesar de ser conhecida popularmente como a versão masculina da menopausa, a DAEM não apresenta as mesmas ocorrências que a deficiência do hormônio feminino – estrogênio – causam nas mulheres.

Ela não acomete todos os homens de idade mais avançada, os sinais e sintomas também não são exclusivos desse baixo nível de hormônio ou de uma faixa etária muito estreita.

A baixa produção do hormônio pode ocorrer devido algumas alterações neurológicas e fisiológicas do eixo hipotálamo-hipofisário-testicular. Entre elas estão a anormalidade nos testículos, a deficiência na hipófise ou hipotálamo e a mista.

Diagnóstico
Como a redução do hormônio é gradual e diferente para cada homem, muitos não apresentam sintomas ou interferências na sua rotina. Para os que relatarem alguns dos sintomas, que também podem ser associados a outros diagnósticos, e tiverem uma dosagem baixa de testosterona, existem duas maneiras: exame clínico e laboratorial e uma anamnese (questionário) para identificar alguns sinais.    

Caso o resultado da dosagem do hormônio esteja baixa, o mais indicado é a repetição do exame para confirmação.

Fatores de risco
Apesar de não estar associada apenas à idade, a DAEM aumenta sua incidência com o envelhecimento. Esse se torna um dos principais fatores de risco devido à queda gradual na produção natural deste hormônio.  

Prevenção
A redução na produção de hormônio é inevitável, pois o envelhecimento do corpo colabora para esse acontecimento. Para minimizar esse processo é importante corrigir os fatores que desencadeiam a síndrome metabólica.

Obesidade Hipertensão Diabetes
Dislipidemias (colesterol e triglicérides) Sendentarismo
Tabagismo Álcool em excesso
Depressão

Sintomas
Nos casos de baixa dos níveis de testosterona, os sintomas mais comuns são:
•    Diminuição da força e da massa muscular
•    Fadiga reconhecida pela redução da resistência física
•    Aumento da gordura visceral, conhecida como gordura abdominal, localizada na região da barriga e abdômen.
•    Alteração de humor com irritabilidade, depressão e alterações cerebrais com o comprometimento da memória e funções cognitivas – aprendizado, que envolve atenção, percepção, memória e raciocínio.
•    Interferência na vida sexual com a diminuição da libido, da quantidade de ereções noturnas e matinais e disfunção erétil.

Tratamento
O tratamento é feito à base de medicação. As mais utilizadas no Brasil são as injetáveis de curta e longa duração (Undecilato de Testosterona ou associação de ésteres de testosterona) e as transdérmicas em forma de solução axilar e gel. 

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