COLUNA ESPÍRITA

31/07/22 - 07:00

Aloísio Vander
Aloísio Vander

O Pai é maior do que eu

Ponto consolidado nos Evangelhos é o de que Jesus não é Deus.
    Jesus fazia distinção entre ele e o Pai. Vejamos: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai” [Mateus, 11:27], dando a entender a superioridade do Pai em relação a ele. 
No sermão profético assevera sobre as coisas que adviriam: “Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai” [Mateus, 24:36]. 
E quando ele diz ser um com o Pai [João, 10:30], está falando da sua comunhão de pensamentos e sentimentos com o Pai e sua entrega total à execução de Seus desígnios, conforme declara nesta passagem: “porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” [João, 5:30]. A mesma ideia está presente aqui: “estou em meu Pai” [João, 14:20]. E quando ele diz: “quem me vê a mim, vê aquele que me enviou” [João, 12:45], entende-se que ele está se colocando na condição de embaixador de Deus para a Humanidade terrestre.
Na sua resposta ao mancebo rico, que o chama de “Bom Mestre”, não podia ser mais explícito: “Por que me chamas bom? Não há bom senão um só que é Deus” [Mateus, 19:17]. E para que não pairassem dúvidas, já prevendo a confusão que se faria a esse respeito, no futuro, registrou: “o Pai é maior do que eu” [João, 14:28].
Os apóstolos não entendiam que Jesus pudesse ser Deus. Mesmo porque eram judeus e só acreditavam no Deus único, conforme a expressão de Paulo: “para nós há um só Deus, o Pai” [I Coríntios, 8:6]. E torna a repeti-lo: “um só Deus e Pai de todos” [Efésios, 4:6].
Pedro, em um discurso, apresenta Jesus como homem: “Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus...” [Atos, 2:22]. No mesmo discurso ele fala dos títulos siderais do Mestre: “Saiba pois com certeza toda a casa de Israel que a esse mesmo Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” [Atos, 2:36]. Na sequência, Pedro confirma o Deus dos judeus e apresenta Jesus como seu servo: “O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou seu Servo Jesus” [Atos, 3:13].
    Que o leitor amigo, despindo-se de possíveis ideias preconcebidas, reflita e tire suas conclusões.