Morbius - Mais um vilão do Homem Aranha estragado pela Sony

31/05/22 - 13:48

imagem*Wellberty Hollyvier D’Beckher
Formado em artes cênicas pela UFMG, pela faculdade do Rio de Janeiro em crítica e análise de filmes, além de cinéfilo desde os 10 anos de idade.


Morbius (Jared Leto) é um vilão de segundo escalão do Homem Aranha, mas nem por isso irrelevante. Morbius foi criado por Roy Thomas e Gil Kane em 1971, sua primeira aparição se deu na revista The Amazing Spder-Man #101 Stan Lee queria um novo vilão mascarado mais tradicional mas Roy Thomas queria um vampiro, ao estilo Dracula, juntando as ideias, surgiu Morbius, um cientista deficiente, que usa genes de morcego tentando achar uma cura para sua doença.

A origem tanto nas HQs quanto no cinema são as mesmas, porem o que vem a seguir é bem diferente, nas HQs Morbius é um vilão declarado, no Cinema um anti-herói, pura besteira, querer transformar um vilão sanguinolento como este em um quase mocinho, é desespero para fazer um universo compartilhado de vilões do Homem Aranha transformados em mocinhos, universo este que começou com Venom, filme péssimo que agradou o público e até gerou uma sequencia dirigida por Andy Serks, igualmente ruim, ou até pior que o primeiro, se é que isso é possível.

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Mas neste filme nada é crível tudo soa falso, se nos quadrinhos Morbius mata o melhor amigo, no filme o tal melhor amigo, também deficiente é transformado em vilão, bom, alguém tinha que ser, já que o Homem Aranha, cujo direitos pertencem a Sony, está “emprestado” para o UCM e não pode participar destes projetos bombas, sem o herói, a solução da Sony é transformar seu vilões em heróis, ou lutando entre si, como foi Venom: Tempo de Carnificina, onde os dois vilões lutam um contra o outro, fato este que nunca aconteceu nas HQs, pelo contrário, nas HQs ele se unem contra o Homem Aranha e quase o vence.

Mas sem uma historia convincente, com um roteiro parecendo um queijo suíço com tantos buracos, um elenco perdido e uma direção precária feita por Daniel Espinoza cujo melhor trabalho é a razoável ficção cientifica Vida, com um elenco estelar, mas sem alma, quando vi que ele seria o diretor desta adaptação, pensei, lá vem mais uma bomba, e não é que estava certo?

O filme é escuro, com uma péssima fotografia, parece ter sido filmado por um celular, cortes abruptos que prejudicam a narrativa, lutas dignas de Street Fighters, parece que estamos vendo o Ryu e o Ken lutando, patético, a luta final então, o diretor está de parabéns, ele ensina tudo aquilo que deve ser evitado em um filme de ação, se algum diretor novato estiver com medo de errar no seu filme é só assistir a batalha final deste filme, que ele vai ter a exata noção do que evitar.

Jared Leto é um bom ator, mas aqui está mais perdido que frango em feijoada, e o elenco de apoio não ajuda, um dos piores casting que já vi, o desenvolvimento do filme é lento, mas quando define o vilão é um tropelo, cenas de lutas uma atrás da outra só para mostrar as habilidades dos dois oponentes, a mocinha não tem uma historia tá ali para ser a namorada do “herói” e é só isso, o filme desagradou tanto críticos quanto publico que chegaram em um consenso, o filme é ruim e ponto final.

Os efeitos visuais do filme tinham tudo para serem interessantes, dada as habilidades de Morbius, mas são tão mal executados que parecem ter saídos da novela Os Mutantes, da Record, nada se salva neste filme, não há uma cena a se destacar, uma atuação a se elogiar, resumindo, passem longe desta bomba.

O filme pode ser visto na Amazon Prime nota 0/10

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