Iveco volta a operar em dois turnos e deve contratar: meta é aumentar em 35% a produção de

O jornalista Thyago Henrique, em matéria publicada no diariodocomercio.com.br, conta que a presidência da Iveco tem expectativa de que as vendas no mercado interno cresçam cerca de 14% para veículos pesados, que inclui caminhões e ônibus.

09/02/24 - 18:00

Maior complexo industrial do grupo no mundo, em SL havia adotado lay-off para funcionários em 30 de outubro
Maior complexo industrial do grupo no mundo, em SL havia adotado lay-off para funcionários em 30 de outubro

Confira abaixo reportagem íntegra:
Em janeiro, o Iveco Group encerrou o
lay-off aplicado a parte dos colaboradores e voltou a operar em dois turnos no
maior complexo industrial do grupo no
mundo, localizado na cidade de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais.
Ao retomar os trabalhos com força total,
a montadora pretende aumentar em 35%
a produção de veículos comerciais e de
passageiros neste ano.
O presidente da Iveco para a América Latina, Marcio Querichelli, disse, em
comunicado, que a fabricante começou
as atividades na unidade mineira em um
ano que promete ser de crescimento nos
segmentos em que o grupo atua. “Nossa
expectativa é que as vendas no mercado
interno cresçam cerca de 14% para veículos pesados, que inclui caminhões e ônibus”, destacou.
Em 2023, conforme a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os emplacamentos
da categoria pesada somaram 129 mil
unidades, um recuo de 12% em relação
a 2022. Já a produção, segundo a Associa-
ção Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores (Anfavea), totalizou 2,3 milhões, uma queda de 37,5%, em razão
dos custos mais elevados das novas tecnologias de controle de emissões, adotadas
para atender a etapa P8 do Programa de
Controle da Poluição do Ar por Veículos
Automotores (Proconve).
Para 2024, contudo, a Anfavea está
otimista. As projeções da entidade são
de altas de 13,6% no emplacamento e
de 32,1% na produção, o que vai de encontro às boas perspectivas da Iveco para
Sete Lagoas. Cabe destacar que, na fábrica
mineira, o grupo produz, além de caminhões, chassis de ônibus que atenderão o
Caminho da Escola, programa do governo
federal. Em novembro passado, a montadora ganhou uma concorrência para fornecer 7,1 mil unidades para o programa.

Mas a estratégia da marca para este ano
também inclui outras frentes. De acordo
com Querichelli, abrange o início da comercialização do portfólio verde, com veí-
culos movidos a gás natural, biometano e
eletricidade e a ampliação da disponibilidade do sistema de conectividade Iveco.
Ainda abarca a expansão dos serviços, do
pós-venda e da capilaridade da rede de
atendimento.

AJUSTE DE ESTOQUES COM LAY-OFF E
PERSPECTIVAS DE CONTRATAÇÃO PARA
SETE LAGOAS

No dia 30 de outubro, a Iveco suspendeu o contrato de alguns funcionários do
complexo industrial mineiro para ajustar
estoques e preservar empregos em um cenário desafiador à indústria de caminhões
em 2023. Na época, a empresa não revelou quantos trabalhadores entraram em
lay-off, porém, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecâ-
nicas e de Material Elétrico de Sete Lagoas
havia dito que o regime foi aplicado em
cerca de 830 pessoas.
Conforme o presidente do sindicato,
Ernane Geraldo Dias, uma parte dos colaboradores retornou aos trabalhos no dia
15 de janeiro e outra turma voltou à fábrica uma semana depois. Segundo ele, com
o ganho da licitação para o fornecimento
de ônibus escolares, as perspectivas são
positivas para 2024 e a Iveco já está com
a intenção de contratar aproximadamente
230 novos funcionários em Sete Lagoas.
A fabricante, porém, não quis comentar
sobre este assunto.

Dias recorda que mesmo com o lay-off
no exercício passado, as metas para participação de lucros e resultados (PLR) foram
cumpridas e os pagamentos acordados
ocorreram na sua integralidade. Além da
Iveco, o sindicato tem outros motivos para
estar confiante no ano, de acordo com o
dirigente. “Estou muito otimista. As indústrias de autopeças em Sete Lagoas estão a
pleno vapor, falando em contratações. Algumas empresas do setor guseiro, que não
estavam tão bem no ano passado e desligaram fornos, estão falando em religar.
Então, tomara que continue assim. Com o
Carnaval sendo já no início de fevereiro,
as coisas tendem a melhorar ainda mais”,
enfatizou.

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