Maior placar agregado em finais de Copa do Brasil: bicampeão na bola e na raça; Atlético 6 x 1 Paranaense

16/12/21 - 09:04

Chico Maia

O Galo não entrou na arapuca do paranaense, que se fingiu de defunto na esperança de faturar o coveiro

Foto: @AthleticoPR

Ainda em Belo Horizonte, na coletiva pós 4 a 0, o técnico Alberto Valentin, numa mansidão danada, praticamente jogou a toalha, dizendo que na volta seu time faria um jogo digno, tentando vencer, mas sabendo que a vaca já tinha ido para o brejo.

Na prática a situação foi completamente diferente em Curitiba. Os primeiros torcedores do Galo que chegaram lá, na segunda-feira, sofreram intimidações. Os ônibus da Galoucura que chegavam lá, hoje à tarde, tomaram até tiros. Felizmente, não morreu ninguém e ninguém ficou gravemente ferido, mas também ninguém foi preso, já que a Polícia Militar paranaense não tomou conhecimento, nem atendeu aos apelos de cobertura aos mineiros naquelas bandas. Pior: o ônibus com a delegação do Atlético, na ida para o estádio, foi apedrejado e não apareceu um policial sequer para cumprir com a obrigação de cuidar da segurança do visitante.

A bola rolou e o espírito dos jogadores do paranaense era o mesmo dos torcedores e agressores anônimos: queriam ganhar na marra. O substituto do Nikão, Renato Kayzer, parecia um cão danado, dando pancada e querendo confusão com meio time do Atlético. Tantas fez que sentiu uma antiga contusão e teve que sair aos 40 minutos.  Os primeiros 20 minutos foram de jogo tenso demais, pouca qualidade do futebol apresentado. Quando os ânimos se acalmaram, prevaleceu a melhor qualidade alvinegra, coletiva e individual. Bem ao estilo deste Galo, contra ataque em alta velocidade, tabela, bola de um lado para o outro e mais um belíssimo gol do Keno, aos 25 minutos.

O segundo tempo começou com o time local na base do tudo ou nada, feito um kamikaze, tomando sucessivos contra ataques, até que num desses, aos 30 minutos, Hulk liquidou a fatura, fazendo mais um gol de cavadinha, para o delírio da massa mundo afora. Muito merecido, justamente ele, o grande nome do Atlético e do futebol brasileiro em 2021, marcar o último gol da temporada.

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

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