Um Galo inconfiável. Só falta aparecer alguém para resgatar aquele surrado bordão: vaga direta na Libertadores é obrigação!

12/01/21 - 08:01

Foto: twitter.com (RedBullBraga)
Foto: twitter.com (RedBullBraga)

CHICO MAIA

Existem diferenças absurdas entre querer, poder e torcer. Toda vez que questiono a qualidade ou competência do Atlético surgem os mais apaixonados para reclamar de “pessimismo”, “jogar pra baixo”, “conspiração” e etecetera e tal.  Muito contrariado, aprendi no início da minha vida de repórter que querer nem sempre é poder, e torcer não pode ser confundido com a realidade dos fatos. Eu sempre quero ver o Galo vencer, mas jamais posso embarcar no “eu acredito”, pois estaria enganando a mim e aos que me honram com a leitura ou com o que falo.

O time é inconfiável, o trabalho do treinador precisa ser cobrado. A relação custo/benefício não está correspondendo e mais um campeonato está indo para o brejo. Só falta aparecer um dirigente para resgatar aquele bordão que tanta raiva fez à massa em passado recente: “vaga direta na Libertadores é obrigação!”.

Zaga desatenta, goleiro inseguro, desses conhecidos como “chama gol”. Até parece que Junior Alonso e principalmente Rever são dois jovens, recém promovidos dos juniores do clube. Um 2 a 2 horroroso, em todos os aspectos. De novo, São Paulo e Flamengo perdem feio na rodada, zebras inacreditáveis, colocando faca e queijo nas mãos e pés do Galo, que entrou em campo sabendo de todos os resultados. Mas, conseguiu jogar nada, de novo contra um time que luta contra o rebaixamento, desfalcado de nove jogadores.

Depois do jogo, o treinador diz: “Seguramente, há correções a se fazer, mas hoje, o time foi extremamente superior como visitante contra um rival que, sem dúvidas, era muito perigoso. Valorizo isso. Foi um crescimento muito claro em relação aos jogos anteriores”.

Durma-se com uma falácia dessas!

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