Saúde Bucal

RELAÇÃO ENTRE DORES DE CABEÇA E DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR

24/02/23 - 10:30

Por Dr. Gustavo Oliveira Rodrigues

O termo disfunção temporomandibular (DTM) é reconhecido como um grupo de doenças musculares, esqueléticas e neuromusculares que envolvem as articulações temporomandibulares (ATMs), os músculos mastigatórios e todos os tecidos associados. Para que a articulação temporomandibular funcione de forma adequada, a própria articulação temporomandibular, a oclusão dental (engrenagem entre os dentes) e o equilíbrio neuromuscular devem relacionar-se harmonicamente.
As DTMs podem ser classificadas em dois grandes subgrupos: as de origem articular, ou seja, aquelas em que os sinais e sintomas estão relacionados à ATM e as de origem muscular nas quais os sinais e sintomas relacionam-se com a musculatura da mastigação.
 A DTM apresenta origens e causas complexas e multifatoriais, associada a fatores  como alterações oclusais, hábitos parafuncionais (ações involuntárias inconscientes da musculatura mastigatória não relacionada à mastigação, deglutição e fala), estresse, ansiedade ou anormalidades no disco intra-articular (lâmina de cartilagem que separa a mandíbula do osso temporal onde se encaixa). Tais fatores podem estar relacionados à ocorrência de inflamações articulares, danos e dores musculares ou espasmos (contração involuntária do músculo). 
Dentre os sinais e sintomas mais comuns estão ruídos articulares, cefaleias, otalgia (dores de ouvido), dores na face e na região cervical, cansaço muscular, desvio da trajetória da mandíbula durante o movimento de abertura e/ou  fechamento, limitação na abertura de boca além de sensibilidade dentária, causando grande desconforto e prejuízo da qualidade de vida. As DTMs estão entre as causas mais comuns de dores crônicas buco faciais de origem não dentária. Alguns pacientes portadores desta condição, afirmaram possuir dor nos olhos e/ou garganta, zumbido e/ou dores no ouvido, assim como dores de cabeça, dentre outros desconfortos.
A DTM é diagnosticada por meio de investigações dos sinais e sintomas de cada paciente, sendo necessário realizar a palpação cuidadosa da ATM, dos músculos da mastigação e do pescoço, além de vários métodos diagnósticos, inclusive radiográficos.
O tratamento da DTM tem o objetivo de restabelecer as funções debilitadas, o alívio da dor, a redução da sobrecarga da musculatura, a promoção do equilíbrio neuromuscular e oclusal e diminuição da ansiedade e estresse, utilizando, para isso, mecanismos como fisioterapia, terapia medicamentosa, tratamentos dentários clínicos e protéticos, laserterapia, termoterapia,  cirurgias nos casos mais extremos, dentre uma série de possibilidades possíveis e importantes.
Assim, para o sucesso do tratamento, existe a  real importância de uma consulta para coleta de dados dos sinais e sintomas da doença para a melhor adequação e seleção das técnicas de tratamento à serem utilizadas para cada paciente, de forma individualizada e, portanto, com probabilidade mais assertiva. 
 

Dr. Gustavo Oliveira Rodrigues

Prótese, Estética e Ortopedia Funcional dos Maxilares

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