Rodrigo da Serralheira é o novo prefeito de Inhaúma

10/11/23 - 16:30

O presidente do Legislativo de Inhaúma, que foi eleito com 134 votos, assumiu a Prefeitura, já que o vice-prefeito, Murilo França, morreu durante a pandemia da Covid-19

Celso Martinelli

O prefeito de Inhaúma, Geraldo Custódio Silva Júnior (Juninho, do PSD), foi cassado na última segunda-feira (06/11) pela Câmara Municipal. Foram 6 votos a favor e duas abstenções, além de uma ausência entre os nove vereadores que constituem o Legislativo daquela cidade. O vice-prefeito, Murilo França, morreu durante a pandemia da Covid-19. Agora, a administração foi assumida pelo presidente da Câmara Municipal, Rodrigo de Carvalho Gomes, o Rodrigo da Serralheria (PSDB).

Rodrigo da Serralheria, do PSDB, tem 44 anos, é casado, e declarou ao TSE na última eleição a ocupação de empresário e tem ensino médio completo. Seu patrimônio declarado é de R$ 3.000,00. Ele assumiu na última quarta-feira (08/11).

Segundo Rodrigo da Serralheria, a cassação do prefeito ocorreu devido ao recebimento ilegal de valores acima do limite permitido para diárias. “É importante destacar que a infração foi cometida contrariando a Lei 1.600/2019, que ele mesmo ajudou a criar. A cassação foi decidida por uma maioria absoluta dos votos dos vereadores de Inhaúma; vale ressaltar que não houve nenhum voto favorável à manutenção do prefeito ao cargo. Após a decisão dos vereadores, o ex-prefeito recorreu judicialmente, apresentando recursos ao Tribunal de Justiça, porém também foi derrotado nesse processo, com reconhecimento de ausência de qualquer irregularidade”, explicou.

O novo prefeito afirmou que, a partir deste momento, está empenhado em reestruturar o município de Inhaúma. “Nosso objetivo é regularizar os salários dos servidores, renegociar dívidas com fornecedores e restaurar a qualidade dos serviços prestados à população visando também restituir a confiança e integridade da comunidade. É prematuro discutir eleições neste momento, pois minha prioridade é garantir que o município cumpra suas obrigações básicas, algo que não vinha acontecendo nos últimos tempos”, finalizou.

Juninho afirma que julgamento
foi político e que vai voltar ao cargo

imagem
- Juninho afirma que já está recorrendo

Em entrevista ao jornal Sete Dias, 0 ex-prefeito Juninho afirma que o processo de cassação foi político e que vai recorrer. Confira:

O que motivou o processo de cassação contra o senhor? 

A motivação se deu por uma suposta divergência nos valores de diárias. Indiscutivelmente foi um julgamento político. Não havia provas suficientes para culminar a cassação. 


Qual sua versão sobre o fato, que culminou com a criação da Comissão Processante? 

Trata-se de um julgamento puramente de cunho político, de um legislativo representado pelo Presidente que desde o início do seu mandato, articulou incansavelmente para haver a cassação. Esse, sem dúvidas, era o caminho mais fácil, devido ter perdido um grande irmão para COVID, o vice-prefeito Murilo França de Lima. 


Julgamento esse, injusto, impossível  de resultar em qualquer sanção devido a ausência de provas documentais. No que tange a comissão processante, trata-se de uma cassação politico administrativa, onde mesmo comprovando que não cometi nenhuma infração, o Legislativo faz o papel de Juiz. 


O julgamento foi totalmente parcial, devido ser notória a inimizade do Presidente da Câmara comigo, e a sede que o mesmo obtinha em ser prefeito de Inhaúma sem ser votado, sendo este o interessado principal em sentar na minha cadeira, onde fui democraticamente eleito pelo povo para esse cargo. 

Vai recorrer, tem esperança que vai continuar como prefeito? 

Vamos recorrer sim, acima de tudo, confio na justiça divina. Confio que a justiça fará justiça, me retornando para cargo o mais breve possível.


 

Veja Mais