É Libertadores, gente! América x Atlético! Vai ser um jogão; pena que os dirigentes querem as torcidas cada vez mais longe dos estádios

03/05/22 - 09:05

Foto: Hoje em Dia/Pedro Souza/Atlético
Foto: Hoje em Dia/Pedro Souza/Atlético

Chico Maia

O sócio-torcedor do América tem 80% de desconto para comprar até cinco ingressos, para o jogo desta noite no Independência. Hummmm! Boa promoção para os americanos, não é? Ledo engano. O ingresso custa R$ 300,00. Em tempos bicudos como os que vivemos, R$ 60,00 ainda é caro para um cidadão frequentador de estádios de futebol.

Antes, os clubes dependiam das rendas dos jogos para se manterem. Com a chegada da televisão, os direitos de transmissão e patrocínios transformaram os torcedores em acessórios. Se houver torcida no estádio, ótimo, se não houver, ótimo também. Talvez, até prefiram sem “aqueles chatos” nas arquibancadas e cadeiras, cobrando dos dirigentes, xingando os jogadores, arrumando confusão, dando despesas com limpeza, manutenção e essas coisas que todo espaço público precisa quando há grande frequência de pessoas.

Essa é a impressão que os dirigentes passam, em todo o Brasil, de todos os clubes. Além do preço alto, as dificuldades impostas para se adquirir um ingresso são enormes. Pela internet, que funciona mal e não acessível a qualquer mortal; o site de vendas lento, que não funciona, que cai, que não confirma a venda e por aí vai. Venda presencial? Virou raridade. Chegar na bilheteria horas antes da partida e comprar? Esqueça, pois isso não te pertence mais. Até o velho e muito útil cambista, se tornou espécie em extinção. Nas imediações dos estádios, né? Pois agora eles agem em alto nível, nos bastidores, entre os próprios dirigentes das entidades, dos clubes, dos “parceiros” e outros arranjos.

Mas, essa é a realidade, e já que é assim, falemos da partida, que deverá ser muito boa, pelas circunstâncias dos dois times.

Com três empates consecutivos, tomando gols em contra ataques no segundo tempo, o técnico do Atlético vive seu primeiro momento de grande pressão, desde que assumiu o time. Justiça seja feita, Antônio Mohamed reconheceu nas últimas entrevistas que “há algo errado” e que ele mesmo é quem tem que corrigir. Nas entrevistas iniciais, quando chegou a Belo Horizonte, perguntaram a ele sobre aquele estilo tranquilo à beira do gramado, sem se levantar muito do banco de reservas, sem gritar com os jogadores e arbitragem durante as partidas, bem diferente da maioria dos treinadores argentinos. Respondeu que no momento certo, quando fosse preciso, ele mostraria o seu outro estilo. Pois então, parece que chegou a hora, já que a Libertadores e o Brasileiro estão chegando a momentos em que o Atlético não pode cair de produção, muitíssimo pelo contrário.

O América entrou em processo de recuperação com a demissão do Marquinhos Santos e o retorno do Wagner Mancini. Na Libertadores, frustrou a todos ao tomar a virada do Tolima, em casa, o que obriga a partir para o tudo ou nada contra o Galo, logo mais. Mas, no caso americano, não passar à próxima fase não seria tão problemático. Tem que pensar mesmo é em continuar pontuando no Brasileiro. Primeiro, para não ficar entre os últimos; depois, pensando em beliscar vaga para a próxima Libertadores ou Sul-americana.

Os times prováveis:

Atlético: Everson, Mariano, Nathan, Jr Alonso e Arana; Allan, Jair (Vargas), Zaracho e Nacho; Ademir e Hulk.

América: Jailson, Patric, Conti, Éder e João Paulo; Zé Ricardo, Juninho e Matheusinho (Ramírez); Pedrinho, Felipe Azevedo e Paulinho Bóia.

21h30 no Independência

Transmissão pela TV Alterosa/SBT, além da ESPN e Star+.

Trio de arbitragem argentino e sem VAR: Dario Herrera, apita; auxiliado por Cristian Navarro e Pablo Gonzales.

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