O lifelong learning – educação contínua em tempos de pandemia

07/10/21 - 17:02

Marco Túlio Correa Barcelos, gerente da Una Sete Lagoas
Marco Túlio Correa Barcelos, gerente da Una Sete Lagoas

Por Marco Túlio Correa Barcelos, gerente da Una Sete Lagoas

A pandemia do novo Coronavírus virou o mundo de ponta cabeça. A sua chegada em meados de março de 2020 no Brasil fez a economia retrair e o índice de de-semprego aumentar. Um novo cenário exigiu adaptabilidade e reinvenção daque-les que estão dentro e fora do mercado de trabalho. A educação também passou por transformação. O que era antes presencial se tornou digital, fazendo com que o setor se curvasse a uma nova realidade pensada para o futuro. A escola tendo que migrar o seu ensino para a plataforma digital em tempo hábil para que o co-nhecimento continuasse no movimento fluido e contínuo.

Nas faculdades, o sonho do aluno continua o mesmo: formar-se e obter ascensão profissional e social por meio do estudo. Mas, a pandemia acelerou as transfor-mações em todas as esferas, inclusive a do trabalho. O mercado educacional mu-dou, o protagonista desta vez é o aluno que precisa desempenhar um papel im-portante na curadoria das suas escolhas, procurando se desenvolver profissio-nalmente e buscando a educação contínua como forma de manter-se atualizado e presente no mercado.

De mundo VUCA (Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity – Volátil, Incer-to, Complexo e Ambíguo) agora falamos de mundo BANI (Brittle, Anxious, Nonli-near and Incomprehensible — Frágil, Ansioso, Não linear e Incompreensível). Des-sa forma, somos exigidos a manter a roda da busca pelo conhecimento girando. O conceito de egresso perde o sentido e deve ser evitado. As Instituições de Ensi-no Superior devem estar preparadas para retroalimentar a sua base de “novos alunos” com aqueles que estão concluindo o ciclo atual.

Um levantamento inédito realizado pela Person em nove países, incluindo o Bra-sil, ouviu 21,5 mil pessoas com idades entre 14 e 70 anos em agosto de 2020. O estudo identificou que 84% dos brasileiros empregados maiores de 18 anos ob-servam a educação continuada como apoio para terem maiores oportunidades através de promoções e aumentos em seu trabalho atual, e ainda, 51% informa-ram que continuar estudando é importante para prosperar, sendo a educação continuada importante nesse processo.

É neste contexto que (re)ingressar na faculdade ou curso de pós-graduação pode criar e manter perspectivas de futuro e possibilidades, já que o conhecimento é investimento. Finalizo aqui com uma frase: “Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes”. Leonardo da Vinci.