Nonô do Tijuco - médico e exemplo de político

01/10/21 - 12:56

Esclareci que Nonô foi o apelido de Juscelino Kubitschek na infância, quando percorria as ladeiras de Diamantina, a terra natal, para vender doces e juntar algumas moedas para ajudar a mãe, dona Júlia, professora e viúva, na manutenção da família. Havia a irmã, apelidada de Naná, para completar o núcleo. 

Quanto a Tijuco, por aqui se sabe também pouco, era o arraial que serviu de berço à cidade de hoje, cujo nome se autoexplica. Diamante sob o solo, no leito do rio, nas pedras trazidas pelas águas da chuva, que atraía adultos e crianças à enxurrada em busca das pequenas e grandes, capazes de enriquecer. 

Pois foi em 12 de setembro, em 1902, que Juscelino, ansioso, resolver nascer, não esperando o início da primavera. Criança de gente sem recursos, desde cedo começou a enfrentar a vida por força das circunstâncias. Concorrera a uma vaga nos Correios. Foi aprovado, ganhou idade pra assumir o cargo, mudou-se para Belo Horizonte, ingressou na Escola de Medicina (hoje ela é da Universidade Federal), que começara funcionando no Palacete Tibau (Afonso Pena com Espírito Santo), em 1911, para enfim conquistar instalações próprias na avenida Mantiqueira, então o nome da atual Alfredo Balena, outro ilustre ás da medicina mineira, nascido na Dias difíceis, que o obrigavam a comer sanduíche de pão com pão, sentado em alguma calçada no centro da cidade adolescente. Era preciso manter a forma e a disposição de espírito para o labor do dia seguinte. 

Em 1927, criou a Universidade de Minas Gerais, de grande significação para o Estado. Foi nela, recorde-se, que o menino pobre de Diamantina se formou em 1927. Juscelino e colegas foram, portanto, os primogênitos da universidade, um título a mais na carreira brilhante de quantos ali colaram grau.

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Nos velhos pavilhões da Santa Casa, no bairro de Santa Efigênia, o filho de dona Júlia fez o internato (naquela época, não havia residência médica), começou na cirurgia, dedicou-se ao estudo de doenças renais, encaminhou-se à urologia e se tornou o primeiro chefe de Clínica Urológica da instituição, algo que pouco se sabe. Como tampouco se conhece que ele é o patrono da urologia no Brasil – salve, O Governo Juscelino Kubitschek é o período de governo vivido entre 1956 e 1961.[1] Sua eleição foi marcada pelo plano de ação "Cinquenta anos em cinco", marca do desenvolvimentismo, já que o ideal era trazer ao Brasil o desenvolvimento econômico e social. Segundo JK, se com outros governantes este processo levaria cinquenta anos, com ele levaria apenas cinco.

Em resumo, procurou alinhar a economia brasileira à economia americana. Na teoria era um projeto muito bom, mas na prática não foi tanto, a começar pelo fato de que Juscelino propôs (e fez) empréstimos junto a centros financeiros americanos, endividando o Brasil. Porém, uma obra que ajudou a desenvolver especialmente a região Centro-Oeste foi a locomoção. Em janeiro de 1956, tomou posse o novo presidente Juscelino Kubitschek, ex-governador de Minas Gerais, que inicia um período de intensa industrialização do país e a construção da nova capital federal, Brasília.

Quando era candidato a presidência da república, em um comício na cidade de Jataí, em 1955, Kubitschek foi questionado por um eleitor se iria respeitar a constituição e a respeito de mudar a capital do país, após sua vitória, Juscelino estabeleceu como "meta-síntese" de suas promessas eleitorais.