Crise convulsiva febril (CF)

26/11/21 - 11:50

Dra. Soraia Moura Goulart

A forma mais comum de crise convulsiva na infância ocorre em média 2 a 5% de todas as crianças, principalmente entre 6 meses e 5 anos de idade. Considera-se como toda crise convulsiva associada à febre na ausência de infecção intracraniana ou outra desordem do Sistema nervoso central.  

A etiologia da CF é considerada multifatorial associando fatores ambientais e genéticos

O diagnóstico da crise febril é exclusivamente clínico!  Cabe ao médico da urgência medica avaliar e afastar etiologias graves como por exemplo: meningintes, encefalites da CF, por isso a avaliação do estado geral e a identificação da causa da febre são de extrema relevância. 

A principal tarefa na investigação diagnóstica de uma criança com uma crise febril é determinar se a febre e/ou a crise são resultados de uma doença potencialmente prejudicial ou até mesmo fatal , pois qualquer doença febril, seja de etiologia viral ou bacteriana, pode provocar uma crise febril, principalmente infecções virais como:  Otite média aguda, infecção de vias aéreas superiores, síndrome gripal, ,pneumonia e infecção urinária que  são exemplos comuns de infecções que podem desencadear uma crise  convulsiva febril na infância.

A evolução da CF é benigna, assim, o tratamento profilático em longo prazo é indicado somente em algumas situações específicas, como por exemplo: quando há 2 ou mais fatores de risco para recorrência; crises que ultrapassam 15-20 minutos; duas ou mais crises anteriores e nas crises com curto intervalo de tempo. Nesses casos, a recorrência com tratamento reduz potencialmente reicidivas.

É importante salientar que a orientação aos familiares na CF é a medida mais importante, pois assim será possível o melhor manejo e o melhor tratamento para criança.

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