COLUNA ESPÍRITA

12/06/22 - 07:00

Aloísio Vander
Aloísio Vander

Doutrina Espírita

Allan Kardec escreveu (Revista Espírita, junho de 1865): “A Doutrina não é ambígua em nenhuma de suas partes; ela é clara, precisa, categórica em seus menores detalhes; só a ignorância e a má-fé podem se equivocar sobre o que ela aprova ou condena. É, pois, um dever para todos os Espíritas sinceros e devotados repudiar e desaprovar abertamente, em seu nome, os abusos de todos os gêneros que poderiam comprometê-la, a fim de não assumir-lhes a responsabilidade; pactuar com esses abusos seria tornar-se cúmplice deles, e fornecer armas aos nossos adversários.”

Temos observado em nosso movimento doutrinário a mistura de práticas espíritas genuínas com outras espiritualistas, mas não espíritas. Esse engano é perfeitamente evitável, porque o Espiritismo possui características que o distingue perfeitamente de outras escolas espiritualistas.

O Espiritismo surgiu na França, em 1857, com a publicação de “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, por Allan Kardec. A essa obra, seguiram-se mais quatro: “O LIVRO DOS MÉDIUNS”, “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, “O CÉU E O INFERNO” e “A GÊNESE”. Nessas cinco obras está exposta toda a Doutrina dos Espíritos ou Espiritismo.

Os vocábulos ESPIRITISMO, ESPÍRITA, ESPIRITISTA, são neologismos criados por Allan Kardec, segundo ele próprio externou: “Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras.” (Cf. O Livro dos Espíritos, Introdução, cap. I)

O Espiritismo também se distingue pela ausência de culto externo, de cerimônias ou rituais nas suas sessões. Seus adeptos não usam uniformes e, em suas sessões públicas, somente a prece simples e espontânea, os comentários doutrinários, a água fluidificada e o passe são praticados. Nas sessões mediúnicas, o mesmo procedimento, acrescido do diálogo natural com os desencarnados.

À medida em que as pessoas interessadas em conhecer o Espiritismo se aproximarem das obras de Allan Kardec, buscando conhecê-las mais profundamente, as confusões se desfazem e termina-se por concluir que o Espiritismo tem as feições do Cristianismo, porém recuperadas em toda a sua simplicidade e pureza. Cabe aos espíritas sinceros e estudiosos conservá-las.