Chico Maia | 20/11/20

20/11/20 - 17:19

 

Triunfo merecido do América
Foi uma noite inesquecível no Independência. Há tempos eu não via um time tão determinado e disciplinado taticamente como o América neste jogo contra o Internacional. Mesmo já sem fôlego, em função da partida disputadíssima e do gramado encharcado, os jogadores conseguiram manter o equilíbrio emocional, sem cometer faltas perto da área ou jogadas atabalhoadas.
Não foi um time covarde, atacou com consciência e soube se defender com eficiência até os últimos segundos, quando tomou o gol do Yuri, aos 50 minutos, que deu a vitória aos gaúchos. Na cobrança dos pênaltis, quase todas as cobranças também perfeitas. Daniel Borges chutou para fora, mas dois jogadores do Inter também erraram.
Depois do jogo uma confusão entre jogadores que felizmente não gerou nenhuma consequência grave, apesar do barulho. Também faz parte! Agora é o Palmeiras na semifinal e caso passe, enfrentará o vencedor entre São Paulo e Grêmio na final.

Galo instável e inconfiável
Derrota em casa, para quem luta contra o rebaixamento. Vence Flamengo e Corinthians seguidamente, volta da dar esperanças de briga pelo título e na sequência perde para o xará do Paraná, que luta para não ser rebaixado. Inacreditável!
E tão lamentável quanto a derrota foi a notícia dada pelo Cláudio Rezende, na Itatiaia, de que a comissão técnica do Sampaoli promoveu uma festa para 60 pessoas, o que teria gerado o surto de Covid-19 na Cidade do Galo. O Cazares, que fazia festinhas com pouca gente, deve estar dando risadas.

Inaceitável
O que se comenta é que o treinador do Atlético é desses que pensam que essa pandemia é uma “gripezinha”. Em campo, uma zaga horrorosa, com Igor Rabelo e Bueno, além de um time desnorteado.

Entre a ousadia e a irresponsabilidade I
Ousadia: substantivo feminino - qualidade ou característica de ousado; arrojo, coragem - falta de reflexão; imprudência; temeridade.
Irresponsabilidade - substantivo feminino - qualidade do que é irresponsável; falta de responsabilidade
Pelo que lemos no dicionário é quase a mesma coisa, não é? E as consequências, normalmente, são graves para os envolvidos. Está na moda dizer que o goleiro fulano de tal sabe jogar com os pés. E também está na moda, cobrar que os goleiros joguem cada vez mais com os pés, como se fossem um “líbero” ou um volante mais recuado.

 Ousadia e irresponsabilidade
Não pode haver exagero. O sujeito querer driblar um adversário, principalmente dentro da sua própria área? Foi isso que o goleiro Hugo, do Flamengo, fez contra o São Paulo, no gol da derrota em casa do time carioca. Tá, ele é “jovem”, mas se você buscar no Google, vai encontrá-lo cometendo o mesmo erro em jogos do Urubu pelos juniores. Ou seja, não aprendeu que há limites para ousadias, e querer driblar adversário na zona perigosa é irresponsabilidade. Foi convenientemente “perdoado” pelo técnico Rogério Ceni e “absolvido” com um forte rosnado pela torcida. Mais uma dessas, vai comprometer a carreira e breve teremos notícia dele jogando em clubes menores, até desaparecer do cenário do futebol, sendo lembrado apenas por mancadas como essa.

Mais ousadia e irresponsabilidade
Ano passado o Cleiton (atual Bragantino) era goleiro do Atlético e estava fazendo fama como desses que sabem “jogar com os pés”. Empolgou e acreditou que já era o tal nesse quesito. Aos 43 do segundo tempo entregou uma bola para o ataque do Corinthians, e Gustavo fez 1 a 0 para o time paulista, que subiu para o terceiro lugar na classificação. Foi a terceira derrota consecutiva do Galo, que naquele dia, saiu do G6 que dava vaga para a Libertadores, e não voltou mais. Na época, cobrei dele em meu blog e muitos leitores me contestaram, dizendo que ele tinha “apenas” 22 anos de idade, seleção brasileira e etecetera e tal. Ainda bem que que foi “frangar” e entregar gols em outro clube.

O correto
Ótimo quando um goleiro tem habilidade e sabe sair jogando, mas a primeira função dele é evitar que o adversário faça gols. Não pode querer jogar bonito, fintar atacante e contribuir para que o seu time perca pontos.

 

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Um dos campeões de votos da região, o gente boa Juca Bahia (direita), reeleito prefeito de Paraopeba com 80,15% dos votos. Ao lado dele, Aroldinho, o vice-prefeito eleito, que foi um grande jogador do nosso Ideal nos anos 1990/2000.
 
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Prestígio do Dudu de Liquinha com o sogro e a sogra, Amador e Alzira (Mineração Paraíso), com direito a festa surpresa pelo aniversário, sábado, no sítio.
 

ECOS DO PASSADO

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Em 25 de novembro de 2001, o sete-lagoano Léo Plotter (camisa branca) foi prestigiar o América dele em Goiânia, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Estádio Serra Dourada. À esquerda o então vice-presidente, Caio Salum. À direita o diretor de futebol Alexandre Faria e o meio campista Fabrício.

 

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