Coluna Ana Clemente: As mulheres e as profissões

11/10/19 - 10:01

Depois da década de 70 as mulheres se lançaram em novos caminhos para o reconhecimento e o crescimento profissional, dando um grande salto, conciliando os postos de mãe, dona de casa e esposa, e se descobrindo como trabalhadora, se espalhando por todos os setores e tipos de emprego, investindo em carreiras profissionais antes de exclusividade dos homens.

 

As empresas de modo geral precisam atentar que com um acréscimo de 25 milhões de trabalhadores no período de 1976 e 2002, a mulher representa uma parcela muito mais significativa no crescimento da população economicamente ativa do que os homens. No entanto, a participação das mulheres no mercado não depende somente da procura do mercado ou das qualificações femininas para atendê-las. Depende também das suas características pessoais e familiares. A presença de filhos na vida de trabalhadoras, sua posição na família como cônjuge, chefe de família ou outra, sua necessidade de sustentar o lar ou ajudar financeiramente, são fatores que estão ligados com o fato da mulher ingressar ou não, e permanecer no mercado de trabalho.

 

Segundo Navarro (2008) “a presença das mulheres em praticamente todas as profissões e o brilho com que muitas delas exercem suas funções mostram que competência não é um fator determinado pelo gênero”.

 

De acordo com Navarro (2008), houve um tempo em que a mulher era excluída do mundo dos negócios. Já faz algum tempo elas vem aos poucos ocupando espaço no mercado, enfrentando todo tipo de adversidade, uma evidência dessa conquista está no fato de a mulher está despertando para os ajustes de seu comportamento, saindo do papel de vítima e assumindo a responsabilidade pelo seu sucesso.

 

De acordo com os estudos de Caroline Borelli Alonso (2007), a mulher era vista como um objeto que não necessitava de uma remuneração e, portanto não era bem vinda em todas as atividades do mercado, principalmente nos cargos de chefia que requeriam muita responsabilidade, dedicação e pulso firme. A elas cabia a fatia do mercado informal onde os trabalhos femininos que traziam dinheiro eram vendas de doces, arranjos de flores, aulas de piano, etc., o que significava não ter que sair de casa, não ser necessária dedicação exclusiva, estar perto dos filhos e das atividades domésticas, não ter uma renda maior que a do companheiro.

 

Entretanto, já faz algum tempo, as mulheres colocaram os pés no mercado de trabalho. Começaram guiando táxis e ônibus e hoje dirigem os destinos de algumas das maiores empresas do planeta. Comandando cidades, estados e até países. “As mulheres deram um salto à frente e conquistaram o espaço que, antes se atribuía somente aos homens e, com isso, a reviravolta que se vivencia na atualidade” (Frankel, 2007).

 

Segundo Burgardt (2005), durante muito tempo, as mulheres foram consideradas sexo frágil, incapacitadas para diversas atividades. Sensíveis e desesperadas, não poderiam, jamais, fazer parte do universo do trabalho, voraz e competitivo que a elas nada teria a oferecer, a não ser muito sofrimento e humilhação. Porém, vencendo preconceitos, elas batalham para conseguir um espaço e desempenhar funções que iam muito além dos cuidados com os filhos, com os companheiros e com o lar. Dedicadas, logo tiveram seu empenho reconhecido e passaram a brigar de igual para igual com os homens por oportunidades profissionais. Essa igualdade também se aplica aos tempos de crise onde o desemprego também afeta as mulheres, ser apenas competente nos dias de hoje não é garantia de empregabilidade não apenas para os homens, isso também reflete nas mulheres.

 

Ana Clemente

Mentora de empresas nacionais e multinacionais

Presidente do Instituto Educacional Navegação 

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